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Agrofloresta na caiçara

Estudantes de Gestão Territorial Indígena/UFRR

A comunidade Urucuri (TI Ponta da Serra) iniciou um plantio agroflorestal em uma caiçara (curral) em parceria com a turma de Agroecologia do curso de Gestão Territorial Indígena da UFRR/Instituto Insikiran e a Iniciativa Wazaka’ye. O viveiro do Insikiran forneceu as mudas de pau-rainha, angico, mogno, angelim do cerrado, nim, graviola, mamão, copaíba e pitoma, em meio a uma roça de milho, macaxeira, jerimum, feijão guandu e plantas medicinais.

A caiçara estava bem estercada pela presença do gado nos meses anteriores ao plantio. A partir de agora serão adotadas práticas de manejo para garantir que esse solo continue fértil, com a adubação verde e cobertura constante da terra. Nessa área a cerca é feita de madeira, pois em experiências anteriores em caiçaras fracassaram devido a entrada do gado que forçou a cerca de arame.

Comunidade Aningal também planta frutas

 

Plantio de maracujá que será a principal cultura do sistema agroflorestal

 

Em seguida ao plantio na roça, foram iniciados os trabalhos em outra área de plantio, onde a cultura principal será o maracujá, consorciado com outras espécies. Nos dias 14 e 15 de maio a Escola Indígena Inácio Mandulão iniciou o plantio de mudas de maracujá em uma área que é parte da escola, ao lado do viveiro, em local onde será possível fazer irrigação na estação seca.

Como se trata de uma área de lavrado, com solo de baixa fertilidade, a comunidade providenciou esterco de seu curral para fazer adubação nos berços de plantio. O mato que havia sido roçado foi utilizado como palha para envolver as mudas após o plantio.

Em uma próxima atividade, serão plantadas as outras espécies para compor o sistema agroflorestal (outras espécies fruteiras, madeireiras, medicinais e adubação verde).

Plantio de madeira na roça – comunidade Aningal

Professor indígena transmitindo conhecimento para a nova geração

 

No mês de início das chuvas, a comunidade indígena Aningal (Amajari, Roraima) começa a plantar as mudas que vem produzindo em seu viveiro, iniciando uma experiência de plantio de mudas de espécies madeireiras em uma roça recém-implantada de milho e mandioca. No dia 14 de maio, foram plantadas mudas de pau-rainha (Centrolobium paraense), angelim do cerrado (Vatairea Macrocarpa), angico (Anadenanthera macrocarpa) e mogno (Swietenia macrophylla) na roça do Sr. Orestes, e o principal desafio é verificar se essas plantas sobreviverão quando acabarem as chuvas, aguentando a seca que se inicia a partir do mês de setembro. As plantas serão numeradas e seu desenvolvimento será acompanhado. Outro desafio é manter a cerca que protege a roça contra a entrada do gado, que pode prejudicar tanto as mudas quanto as plantas da roça.