Monthly Archives: agosto 2017

Lançamento da cartilha “Viveiros de mudas” nas comunidades Aningal e Vida Nova

No dia 28 de julho de 2017 foi realizado o lançamento da cartilha “Viveiro de mudas” na comunidade Aningal. A cartilha foi produzida pelas comunidades Aningal e Vida Nova, na Terra Indígena Aningal, como um dos resultados da construção coletiva do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) para a Terra Indígena Aningal, que se localiza no município de Amajari, Roraima. O Plano prevê, dentre outras atividades sustentáveis, a implantação de viveiros de mudas para plantios e geração de renda.

Alguns dos autores da cartilha “Viveiros de mudas” durante o lançamento

Nesse sentido, o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) disponibilizou recursos financeiros para investir em projetos sustentáveis em comunidades vizinhas das unidades de conservação apoiadas pelo Programa. Em Roraima, a Estação Ecológica de Maracá e quatro comunidades do entorno, embasadas em seus PGTAs, foram contempladas com o financiamento de R$ 190.000 do Programa ARPA para apoiar projetos sustentáveis durante dois anos, em parceria com o Conselho Indígena de Roraima – CIR e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA. Nas comunidades Aningal e Vida Nova as atividades desenvolvidas foram a implantação de viveiros de mudas e capacitações.

A comunidade Aningal já tinha experiência prévia com viveiro de mudas e plantios na parceria com a Iniciativa Wazaka’ye – IW, e esse projeto possibilitou a construção de um novo viveiro, maior e com sistema de irrigação. Já a comunidade Vida Nova inicia essa experiência.

Experiência de plantio de espécies madeireiras em roças e capoeiras da comunidade Aningal

A cartilha foi produzida ao final do projeto, por estudantes, professores e demais membros das comunidades. Cada comunidade selecionou os temas que seriam abordados na cartilha, incluindo não só os viveiros de mudas, mas também outras atividades importantes para a gestão territorial e ambiental, como o histórico das comunidades, o reconhecimento e valorização da diversidade local (levantamento e uso de plantas presentes nas comunidades, e a descrição de ações sustentáveis em andamento). Dentre essas ações, se destaca o plantio de espécies madeireiras em roças e capoeiras na comunidade Aningal, e também a definição de uma área comunitária de conservação e manejo na comunidade Vida Nova.

O plantio de espécies madeireiras na comunidade Aningal iniciou em 2013, e hoje essas áreas são capoeiras e as árvores plantadas atingem mais de 5 metros de altura e já produzem sementes. Os agricultores relatam que é importante “zelar” pelas árvores plantadas, retirando de cipós de tempos em tempos, e roçando o mato em volta da árvores.

Já na comunidade Vida Nova escolheu uma área para conservação e manejo, onde ficou combinado que ninguém vai derrubar para botar roça nem tirar madeira, e a caça será apenas pequena. A área escolhida pela comunidade foi a “Ilha da Samaúma” porque ali ainda existem algumas árvores de madeira de lei. Essas árvores podem ser as matrizes onde será feita coleta de sementes.

Experiência da definição de uma área comunitária de conservação em ilha de mata na comunidade Vida Nova.

Para acessar a versão digital da cartilha “Viveiro de mudas” CLIQUE AQUI.