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Acompanhamento de atividades na terra indígena Aningal

No dia 24 de julho/2015 foi realizada uma visita às comunidades Aningal e Vida Nova (TI Aningal) para acompanhamento das atividades realizadas, que nesse momento contam com a parceria do projeto ARPA do ICM-Bio e CIR.  Conforme havia ficado combinado anteriormente, ambas comunidades já construíram o viveiro e aguardam apenas a visita do técnico para ativação da bomba.

Na comunidade Aningal, também foram feitas visitas à áreas de plantios agroflorestais em duas roças realizados em meados de 2013 e 2014, respectivamente. Foram plantadas mudas de espécies madeireiras produzidas no viveiro antigo da comunidade, como pau-rainha, mogno, pau-ferro, araraúba, angelim do cerrado e angico.

A área implantada em 2013 atualmente não é mais utilizada como roça, e tem a presença de árvores da capoeira junto com as 34 árvores madeireiras plantadas, que atingem mais de 6 metros.

Na área plantada em 2014 o desenvolvimento das árvores também está muito bem, com 38 plantas que atingem até mais de 6 metros, junto às plantas da roça como milho, macaxeira, maxixe e melancia.

Há também um plantio de madeiras em uma área de lavrado ao lado do viveiro antigo, onde devido à seca muitas plantas morreram, mas algumas resistem e apresentam um crescimento razoável.

A comunidade está muito satisfeita com os resultados e quer ampliar os plantios e produção de mudas, agora que conta com um viveiro maior e mais funcional.

Aprovado projeto para realização da quarta edição da Feira de Sementes

Com muita alegria soubemos da aprovação do projeto enviado pelo CIR – Conselho Indígena de Roraima em parceria com o INPA/In. Wazaka’ye ao Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-Ecos) para apoio à realização da quarta edição da Feira de Sementes dos Povos Indígenas de Roraima. O recurso de aproximadamente 100 mil reais possibilitará a realização da Feira no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol-CIFCRSS e também várias atividades complementares como a publicação de materiais didáticos, pequenas reformas no CIFCRSS e a realização de cursos na área de agroecologia.

PPP-ECOS foi criado para apoiar projetos de organizações não-governamentais e de base comunitária que desenvolvam ações de impactos ambientais globais positivos, combinados com o uso sustentável da biodiversidade, e tem como coordenação técnico-administrativa o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).  Além do projeto do CIR, o 22º edital do PPP-Ecos contemplou outros 33 projetos que beneficiarão comunidades indígenas, quilombolas, agricultores familiares e assentados de reforma agrária em 17 estados.

Comunidades Aningal e Vida Nova se organizando para construção dos viveiros

Na última semana de março foi realizada nas comunidades Aningal e Vida Nova, município de Amajari-RR, a oficina de planejamento dos viveiros que serão construídos através do projeto ARPA, parceria entre ICM-Bio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade), CIR (Conselho Indígena de Roraima) e INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia). Tal projeto foi concebido a partir das demandas levantadas por essas comunidades quando realizaram seu PGTA (Plano de Gestão Territorial e Ambiental).

O INPA, através da Iniciativa Wazaka’ye, já realiza atividades na região há alguns anos, inclusive na comunidade Aningal já existe um viveiro e plantios agroflorestais desenvolvidos através desses trabalhos. O projeto ARPA possibilitará construir um novo viveiro, maior e mais moderno, para que a comunidade possa ampliar e melhorar sua produção de mudas. E ainda possibilitará a construção de um viveiro também na comunidade Vida Nova.

Como as comunidades já possuem experiência em trabalhos com viveiro, a oficina começou com uma atividade de avaliação dos trabalhos anteriores, através da dinâmica conhecida como “FOFA” (F-Fortalezas, O-Oportunidades, F-Fraquezas, A-Ameaças). Os participantes se reuniram em grupo para discutir esses aspectos e em seguida apresentaram os resultados da discussão, e depois todo o grupo conversou junto sobre cada item levantado. Em seguida a técnica do INPA realizou uma apresentação sobre viveiros, e finalizando a oficina, foram visitadas as áreas onde serão construídos os viveiros para planejamento e listagem dos materiais que ainda faltam. Nas próximas semanas as comunidades começarão a construção, e em seguida será feita a instalação da irrigação, possibilitando o início das semeaduras.

Cartilhas indígenas valorizando o conhecimento tradicional

Estudantes do CIFCRSS já iniciaram a produção das próximas cartilhas

Mais duas cartilhas produzidas por autores indígenas foram lançadas na última semana, durante a reunião do Conselho Diretivo do CIFCRSS (Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol) na sede do CIR (Conselho Indígena de Roraima).

A publicação das cartilhas foi uma das premiações recebidas pelos trabalhos que se destacaram na III Feira de Ciências e Sementes dos Povos Indígenas de Roraima, que ocorreu em maio desse ano no CIFCRSS. As cartilhas, entituladas “Variedades de manivas e seus derivados” e “Sementes e mudas indígenas”, produzidas pela comunidade São Miguel da Cachoeira e por estudantes do Instituto Insikiran, respectivamente, foram publicadas com financiamento do Fundo Socioambiental CASA e Terre des Hommes, que atuam em parceria com o CIR. O material será distribuído em escolas e comunidades indígenas para educação ambiental, e a versão digital está disponível AQUI.

A parceria com o Fundo Socioambiental CASA possibilitará ainda a publicação de mais três cartilhas, que serão produzidas por estudantes do CIFCRSS e já começaram a ser elaboradas, como parte dos cursos de “Sementes Tradicionais” e “Sistemas agroflorestais”, ministrados em parceria com o INPA/Iniciativa Wazaka’ye.

Café orgânico na Terra Indígena Mangueira

Caminhando para o cafezal

Nos dias 11 e 12 de novembro aconteceu na Terra Indígena Mangueira (região Taiano) aprimeira oficina de planejamento do projeto “Kuinan – Café orgânico na TI Magueira”, realizado pelo ICM-Bio e CIR, e que contará com a parceria do INPA / Iniciativa Wazaka’ye nas atividades de viveiros e produção de mudas. Nesta oficina foram apresentadas informações sobre viveiros e sementes, e a comunidade iniciou o planejamento para atingir seus objetivos, dentre eles a produção de 10.000 mudas de café, e também outras mudas de espécies frutíferas e madeireiras, em número menor. Também foi realizada uma visita ao tradicional cafezal da comunidade, onde se pode discutir sobre formas de melhoramento da qualidade e produção dos pés de café. A comunidade Mangueira é conhecida há muitos anos por ser a única comunidade indígena de Roraima a produzir e comercializar café, sendo que a produção é agroecológica, e há muito potencial de ampliação. A próxima colheita ocorre no final desse ano, quando acontecerá o I Festejo de Café na comunidade. A construção do viveiro e a produção das primeiras mudas acontecerá em janeiro de 2015.

Repercussões positivas da Feira de Sementes

Reunião na comunidade indígena Maturuca

Um grupo do CIFCRSS – Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol visitou no início do mês a comunidade indígena Maturuca, quando foi realizada uma reunião junto à escola da comunidade para o planejamento de um plantio de pimenta e implantação de um viveiro de mudas. Essa atividade é uma das repercussões da III feira de ciências e sementes realizada em maio, quando a comunidade Maturuca foi premiada por levar a maior diversidade de sementes, e com isso foi contemplada com o apoio técnico do CIFCRSS no desenvolvimento dessas atividades. Após a reunião, a equipe visitou a área onde se pretende construir o viveiro, e realizar o plantio agroflorestal. Uma nova visita foi agendada para outubro, quando já serão iniciados os trabalhos práticos. O acompanhamento do CIFCRSS se dará através dos estudantes do quarto ano, que antes de se formar, passam por um estágio no qual prestam assistência técnica nas comunidades, e a Iniciativa Wazaka’ye também contribuirá com apoio técnico.

Além dessa atividade, está sendo planejada uma viagem de intercâmbio para conhecer outras experiências com sementes tradicionais desenvolvidas no Brasil, que contemplará estudantes do CIFCRSS e um membro da comunidade Maturuca, também como forma de premiação pela grande diversidade de sementes levada na Feira.

Plantio de árvores madeireiras na roça

Árvores de pau-rainha (Centrolobium paraense) plantadas há um ano já atingem quase 3 metros

Aproveitando o período das chuvas, a comunidade Aningal (município de Amajari) ampliou o plantio de árvores madeireiras em áreas de roça. Esse ano foram experimentadas novas espécies, como o pau-ferro e o açaí, além do pau-rainha, que já havia sido plantado em outra roça desde o ano passado. As mudas são produzidas pela própria comunidade, no viveiro de mudas conduzido pela escola. Já foram experimentados plantios de árvores em diferentes ambientes, e o plantio na roça tem se mostrado muito bom, pois a roça fica no ambiente de mata, que é mais úmido e tem o solo mais fértil, por isso as árvores tem se desenvolvido muito bem. No plantio realizado há um ano atrás, árvores de pau-rainha, mogno, angico e angelim já atingem quase 3 metros de altura. Enquanto a roça vai produzindo, as árvores vão crescendo, e futuramente farão parte da capoeira, fornecendo frutas e madeiras, fazendo com que a área continue produtiva mesmo depois que deixar de ser “roça”.

Povos indígenas de Roraima realizam terceira edição da Feira de Sementes e Ciências Tradicionais

A defumação tradicional pela pajé Mariana marcou a abertura da III Feira (Foto: arquivo IW)

No feriado entre 1 e 4 de maio de 2014 ocorreu mais uma edição da Feira de Ciências e Sementes dos Povos Indígenas de Roraima, esse ano com o lema “A tradição da semente sustenta o povo”. Agricultores, estudantes e professores das etnias Macuxi, Wapixana, Wai Wai e Yanomami se reuniram para trocar sementes e conhecimentos, na terceira edição da Feira realizada no CIFCRSS – Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol, comunidade Barro, através de uma iniciativa do CIR – Conselho Indígena de Roraima, em parceria com o INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia/Iniciativa Wazaka’ye e Diocese de Roraima e apoio da FUNAI, UFRR, CIMI, TDH, ISA e CESE.

Além de participantes de 6 terras indígenas de Roraima, também estiveram presentes representantes do povo Waujá do Mato Grosso e Tingui-Botó do Alagoas, representando, respectivamente, a rede de sementes do Xingu e a APOINME (Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo).

Houve uma grande diversidade de variedades tradicionais na feira, dentre sementes, manivas, mudas etc – só a comunidade Maturuca trouxe cerca de 100 variedades de várias espécies de plantas, e as comunidade Malacacheta e Mangueira, cerca de 50 variedades cada.

Após a chegada, acolhida e apresentação dos participantes no dia 1, o segundo dia de evento começou com a abertura oficial com defumação de maruai pela pajé Mariana Tobias, apresentação das instituições presentes, e a mesa com convidados indígenas e não-indígenas. Dentre os convidados indígenas, a acadêmica e líder do centro acadêmico do curso em gestão territorial indígena da UFRR, Marizete de Souza lembrou que já anos atrás o CIR realizou o primeiro levantamento de variedades tradicionais da agrobiodiversidade na TI Raposa Serra do Sol; já o coordenador do CIFCRSS Edinho Batista colocou a importância do papel desta escola no processo de conservação dessas variedades; em seguida o membro da Rede de Sementes do Xingu Acari Waujá relatou a experiência de seu povo como integrantes desta rede, que promove trocas e encomendas de sementes de árvores e outras plantas nativas no bioma cerrado; e finalizando, Marcos Sabarú e Ricardo Campos enfatizaram a importância das sementes tradicionais no processo de luta pela terra.  Já dentre os convidados não-indígenas, o biólogo Dannyel Sá do Instituto Socioambietal – ISA descreveu o trabalho da Rede de Sementes do Xingu; e a antropóloga Elaine Moreira ilustrou o trabalho do projeto PACTA/CNPq (Populações Agrobiodiversidade e Conhecimentos Tradicionais na Amazônia) com as praticas agrícolas e a agrobiodiversidade de povos indígenas e comunidades tradicionais do Rio Negro/AM, cujo sistema agrícola foi registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), do Ministério da Cultura.

Na mesa de abertura da III Feira, convidados indígenas e não-indígenas enfatizaram a importância das sementes tradicionais (Foto: arquivo IW).

Na parte da tarde a feira de sementes foi um momento muito especial, com a apresentação de canto ritual pela Sra. Bernaldina José Pedro, apresentação das variedades que cada comunidade trouxe, levantamento da biodiversidade e trocas, dentre muitas sementes, mudas, manivas, das várias regiões e povos presentes na feira.  Como destaque a comunidade Maturuca trouxe 15 variedades de pimenta, 10 variedades de milho, 8 de batata, 4 de arroz, de cará e de algodão, dentre muitas outras. A comunidade Malacacheta trouxe 10 variedades de bananas, 3 de abacaxi e de cana, dentre outras plantas de outras espécies. Já da região do Amajari vieram muitas sementes, além de 13 variedades de manivas. A comunidade São Miguel da Cachoeira trouxe mais de 30 tipos de manivas, já a comunidade Pium apresentou variedades de jerimum, melancia e muitas fruteiras. Os parentes Yanomami e Wai Wai trouxeram a importante diversidade de plantas das terras indígenas localizadas em áreas florestais em Roraima, diferente das outras terras presentes que se localizam no lavrado (savanas).

Alguns momentos da exposição e trocas que ocorreram na feira de sementes (Fotos: Arquivo IW e Júlia Lucia Helena Lauriola)

À noite foi realizada uma mostra de vídeos com várias experiências de resgate, valorização e multiplicação de sementes tradicionais e cultura indígena, em outras regiões do Brasil, além da apresentação do vídeo da edição anterior da feira no CIFCRSS. Entre os vídeos exibidos: O sistema agrícola tradicional do Rio Negro (IPHAN), Sementes da paixão (Articulação Semi-árido paraibano), Sementes do Futuro (Krahô), Sementes tradicionais do povo Huni Kubi (Acre), Rede de Sementes do Xingu (MT).

A Sra. Bernaldina José Pedro fez uma das falas sobre a experiência de luta dos povos indígenas de Roraima (Foto: Arquivo IW)

O terceiro dia começou com a apresentação de experiências escolares relacionadas a sementes, diversidade e práticas tradicionais pelas escolas indígenas Tobias Barreto, Bento Luis, Sizenando Diniz e Jose Alamando, além de estudantes do curso de Gestão Territorial Indígena da UFRR/Instituto Insikiran. Além de fazerem exposições sobre seus trabalhos com cartazes, fotos e relatos, essas experiências também foram colocadas em forma de cartilha preparadas por cada escola. Em seguida foi a vez dos anciãos presentes relatarem suas experiências de luta, vivência e aprendizado com a terra, a natureza e a organização indígena, com a emocionante fala do Tuxaua Manoel (comunidade Barro), Sr. Juvêncio (comunidade São Miguel da Cachoeira), D. Marciliana (comunidade Cumanã), D. Bernaldina (comunidade Maturuca) e D. Sara (comunidade Mangueira). A manhã teve fechamento com a fala do coordenador do CIR, Sr. Mário Nicácio.

Momento de apresentação de experiências escolares (Feira de Ciências) – além da apresentação oral, escolas também prepararam cartilhas (Foto: Arquivo IW)

Uma das oficinas, “Cantos e rezas tradicionais”, trouxe aos indígenas o resgate desse conhecimento (Foto: Arquivo IW)

No período da tarde aconteceram oficinas, uma novidade desta edição da Feira. Conhecedores de variadas práticas tradicionais (tecer algodão, trançar darruana, artesanato com sementes, pinturas em pano e corporal, contação de histórias tradicionais, ensinamentos de cantos e rezas, instrumentos musicais indígenas) e práticas ecológicas (produção de composto orgânico e plantio em agrofloresta) passaram seus ensinamentos aos participantes, que se direcionaram à oficina de seu interesse.

À noite aconteceram apresentações culturais dos vários participantes, com danças e teatro, e foi realizada a entrega de materiais didáticos para todas as escolas presentes, além da divulgação das escolas que terão suas cartilhas publicadas: EEI Bento Luis (comunidade São Miguel da Cachoeira/TI Raposa Serra do Sol) com a cartilha “Variedade de manivas e seus derivados” e grupo da Gestão Territorial Indígena/Instituto Insikiran com a cartilha “Itena’pi Moropai Tîmotînîpîsen Makusi – Sementes e mudas indígenas”. A edição das cartilhas está em processo e em breve serão publicadas e disponibilizadas.

Também foi entregue premiação para a maior diversidade de sementes, sendo que as comunidades Mangueira, Malacacheta e Maturuca receberam livros, e esta última foi contemplada ainda com o desenvolvimento de uma área produtiva sustentável a ser planejada em parceria entre CIFCRSS e comunidade/escola. Para fechar a noite cultural, rolou Parichara até mais de 2 da manhã!

No último dia do evento foi realizada uma visita aos setores de atividades agropecuárias do CIFCRSS, guiada pelos estudantes deste Centro. Após o encerramento, os participantes retornaram às suas comunidades.

A Feira encerrou mas as atividades no CIFCRSS continuaram, para garantir a organização, armazenamento e plantio das sementes, mudas e manivas que chegaram nos últimos dias. As engenheiras florestais Jessica Pedreira (Simbiose Agroflorestal) e Rachel Pinho (INPA) conduziram um curso de agrofloresta que incluiu o plantio das sementes, mudas e manivas que chegaram para a Feira. Muitas variedades foram plantadas nas agroflorestas do CIFCRSS, que são um banco vivo dessa diversidade, e outras sementes foram encaminhadas para o viveiro, ou para as roças comunitárias, de professores ou coordenadores do Centro.

Em curso de agrofloresta, estudantes do CIFCRSS planejam o plantio das diversas variedades trazidas para a feira de sementes, visando a conservação e multiplicação dessas variedades (Foto: Arquivo IW)

 

Lançado regulamento da III Feira de Ciências e Sementes dos Povos Indígenas de Roraima

Após 4 reuniões de planejamento no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol, foi construído o regulamento da Feira, e também o seu desenho-símbolo. As inscrições para o evento se iniciarão na 41a. Assembléia do CIR no Lago Caracaranã, e vão até o dia 10 de abril.

REGULAMENTO

1. QUEM PODE PARTICIPAR DA FEIRA?

– A Feira é aberta a todo o público indígena e não-indígena que apóia a multiplicação das variedades tradicionais de sementes e o fortalecimento do conhecimento tradicional. Entretanto, apenas o público indígena poderá apresentar trabalhos e concorrer às premiações.

– Os participantes deverão entregar a ficha de inscrição no CIR até o dia 10 de abril.

2. QUEM PODE APRESENTAR TRABALHOS?

Os trabalhos podem ser apresentados:

  1. Em grupos – escola, comunidade, ou escola e comunidade juntas  OU
  2. Individuais – trabalhos realizados por estudantes indígenas individualmente

3. QUAL É O TEMA DOS TRABALHOS?

– Os trabalhos podem ser de qualquer área, desde que incluam experiências de “valorização do conhecimento tradicional”. Preferencialmente os trabalhos devem valorizar o conhecimento que não se encontra em livros, e sim na experiência prática vivida pelos mais antigos nas comunidades.

– OBS – A simples descrição das plantas trazidas para exposição e troca (feira de sementes e mudas) não poderá ser considerado um “trabalho”)

4. COMO SERÁ A APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS?

Os trabalhos devem ser apresentados de duas formas:

Apresentação oral: máximo 15 minutos (opcional: datashow, teatro, vídeo etc)

Apresentação em cartilha: a cartilha já deverá ser levada pronta para a Feira, pode ser feita à mão, e deverá conter textos e ilustrações. Sugerimos 2 ou 3 folhas A4 dobradas ao meio.

A apresentação de cartazes, fotos e outros materiais visuais é opcional

5. COMO SERÃO AVALIADOS OS TRABALHOS?

Os trabalhos (apresentação e cartilha) serão avaliados por um juri com representantes indígenas e de instituições parceiras. Os critérios de avaliação serão:

Apresentação oral 

a) Originalidade/utilidade do projeto

b) Envolvimento entre escola/comunidade/demais grupos

c) Viabilidade de continuar sendo executado autonomamente

Cartilha

d) Conteúdo

f) Qualidade das imagens

6. FEIRA DE SEMENTES/MUDAS

– Haverá mesas para cada grupo expor as sementes/mudas que levar para a feira.

– Estimulamos que sejam trazidas sementes e mudas em diversidade e em quantidade, especialmente das variedades tradicionais de milho, maniva, melancia etc.

– Os participantes poderão trocar livremente as sementes/mudas entre si.

7. PREMIAÇÃO

Haverá dois tipos de premiação:

  1. Para os trabalhos que obtiverem maior pontuação de acordo com os critérios apresentados no item 5 a premiação será: edição e publicação da cartilha apresentada; livros; lembrança da Feira
  2. Para a escola ou comunidade que levar mais sementes/mudas a premiação será: livros; kit de sementes; lembrança da Feira; prêmio surpresa

8. OFICINAS

Conforme previsto na programação, haverá oficinas de 4 horas em variados temas como artesanato, contos, grafismo, instrumentos musicais etc. A inscrição nas oficinas será feita em momento específico que será anunciado durante a feira, respeitando o número máximo de participantes por oficina.

9. TRANSPORTE E INFRA ESTRUTURA

– Contamos com o apoio dos participantes para que tentem articular seus ônibus escolares ou outras formas de transporte para a Feira. Na Feira poderá ser fornecido o combustível de reposição para o transporte.

– Trazer copo, prato e talher

– Será fornecido alojamento e alimentação, entretanto pedimos se possível que tragam contribuições para alimentação como farinha, caxiri, beiju etc.

10. APRESENTAÇÕES CULTURAIS

Todos os participantes são bem vindos para apresentarem danças, músicas e outras manifestações artísticas durante as noites culturais dos dias 2 e 3 de maio.

Informações:

3224-5761 (CIR)

8804-6437

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É NECESSÁRIO PREENCHER AS FICHAS:

FICHA DE INSCRIÇÃO –> Entregar no CIR até 10 de abril (também pode ser entregue diretamente no Centro de Formação CIFCRSS p/ um dos coordenadores)

FICHA DE PARTICIPAÇÃO –> Entregar no momento de chegada na Feira (dia 1 de maio) no CIFCRSS.

Para baixar as fichas, CLIQUE AQUI.

Preparativos para a III Feira de Ciências e Sementes Indígenas de Roraima

Aconteceu mais uma oficina de preparação para a III Feira de Ciências e Sementes no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol, que acontecerá no feriado de 01 a 04 de maio de 2014. Durante essa reunião foram discutidos o cronograma e a programação da Feira, além de outros detalhes do planejamento.

Em fevereiro começa a divulgação, e a partir de março estarão abertas as inscrições para a Feira. Podem participar escolas e comunidades indígenas, com a apresentação de trabalhos com o tema: “valorização do conhecimento tradicional”, além da tradicional exposição e troca de sementes e mudas. Em breve será divulgado o regulamento completo. Esse ano haverá também oficinas (mini cursos) de artesanato, mitos, agroecologia etc. A programação prevista segue abaixo:

Dia 01/05 (5a. feira):

À tarde – chegada e acomodação

18:00 – janta

19:30 – acolhida e apresentação das comunidades/escolas presentes

21:00 – recolhimento

Dia 02/05 (6a. feira):

07:00 – café da manhã

08:00 – abertura

08:30 – apresentação das instituições presentes

09:00 – mesa com convidados

12:00 – ALMOÇO

14:00 – feira de sementes e mudas (exposição e trocas)

16:00 – início da apresentação dos trabalhos

18:30 – JANTA

19:30 – noite cultural

Dia 03/05 (sábado):

07:00 – café da manhã

08:00 – continuação da apresentação de trabalhos

11:30 – encaminhamentos

12:00 – ALMOÇO

14:00 – oficinas (mini cursos)

18:00 – JANTA

19:30 – resultado/premiação

20:30 – noite cultural

Dia 04/05 (domingo):

07:00 – café da manhã (damurida)

08:00 – visita aos setores do CIFCRSS

09:00 – encerramento

10:00 – retorno

O regulamento será divulgado em breve.

Estudantes do CIFCRSS estão coletando e armazenando sementes para a feira